Pequeno tudo parecia melhor. Certas pessoas eram vivas, outras estavam por nascer, eram tempos de felicidade nunca antes registada. Aprendi que a receita do futuro é composta por uma grande colherada de consequências de nossas acções e uma pitada de acaso. Um filme estranho acompanhado de horas a fio de solidão pensativa levam-me a relembrar dias mais felizes (ou dias menos infelizes?) e a repensar num fim algo sombrio. Pensado, repensado , mais que deliberado ... desesperado acabo por esquecer o tema de pensamento e nesse ciclo me fico. A solução egoísta aparenta mais que agradável na partida dos incontáveis segundos passados e na chegada dos outros mais que estão para vir no seu inquebrável e monótono ritmo. Na doente mente desenham-se as consequências e as causas da ACÇÃO que são como previstas infinitas (acredito na existência de infinitos espaços de tempo) e por isso incompreensíveis que adiam o inevitável.
Perfeita infância, defeituoso resto de vida... suponho que ao esperar o pior minimizo a possibilidade de ficar desapontado mas mesmo assim a depressão é devastadoramente deprimente, dilacerante e definitiva quando tudo se passou fora do meu controlo.
Após satisfeitas as minhas últimas necessidades responderei À Questão.
O que me realmente irrita é que sei que faltarão sempre palavras a este "texto" que quero que sejam sabidas no futuro mas a interpretação de cada um é no fundo uma verdadeira merda.
Adeus, se tudo não for um produto da minha reconhecida fértil imaginação,
O Morto.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
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