domingo, 13 de dezembro de 2009

O Ataque ao "Fio de Pensamento na Joana"

Da escuridão irrompe o fruto de uma imaginação sem base
Não há sentido que se faça sentir nesta brusca e turva mistura
É apenas outro fraco pensamento ,estagnado, até te encontrar a meu lado
Momento esse onde se dá uma explosão de mil floreados
Finalmente a boa fantasia sem previsão de culpa e remorso.

O Sol e a Árvore que dele nos protege bastam para me fornecer vontade de transformar o momento em memória
A sombra das folhas que são movimentadas pelo vento cria uma dança cravada na tua pele que nos obriga a fixá-la sem mais fazer se não apreciá-la enquanto esse direito estiver em nosso poder.

Bem queria que o fim não se aplicasse à nossa pequena experiência mas após me olhares e me ofereçeres um beijo na face partes para onde já não te alcanço.

Fico só tendo apenas a nossa dança das sombras na minha memória e prolongada pois estas agora existem no meu corpo entretendo apenas os meus olhos, pelo menos até o dia em que voltares...



Gil N. Omuemena

domingo, 1 de novembro de 2009

Animus Amare

Vale a pena viver hoje.Hoje é diferente, a música é diferente (só isso basta para saber que este dia é de outro planeta). Sejamos materialistas por uns momentinhos que tudo faz bem em pequenas doses. Sim! Hoje é dia de decadência, não de celebração nem de amor mas definitivamente da mais pura das puras decadências. Hoje troquei os meus olhos por outros cheios de esperança, de júbilo e mais importante ainda de fé. Fé em todos que ao longo do ano suspeitam de todos num mundo francamente paranóico livre de todos os nossos tão bem deliberados ideais e valores.
Temos que admitir o que somos por isso:
Fomos, somos e Seremos sempre hipócritas o que não é propriamente algo mau.
Ser hipócrita não nos retira validade apenas credibilidade.
Logo, depois de tudo dito nesta certamente inteligente e modesta mensagem se pudesse hoje só estaria na tua companhia por amor , por saudade e por fé.

Amo-te.

Gil N. Omuemena

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Talvez?(Rascunho)

Já passaste por mim hoje?
Impossível.Pelo despertar da manhã estava eu no fundo da cabeça de um crocodilo contando dias de 6 horas esperando demasiado.Além disso havia nevoeiro nos meus olhos não conseguia ver grande coisa e mãos de um cego que me privavam de minha audição.Era algo pouco confortável, ter a boca cerrada e o corpo quebrado, não havia flor que se saboreasse ou pimenta que se cheirasse.Sempre insistia em cravar mais um dente da besta em mim mas decidi pegar numa mulher e fazer dela uma guitarra para meu prazer.
Estiquei-lhe demasiado o pescoço e a pobre coitada pereceu contra minha vontade.


O teu sorriso anima-me sabes?Para mim transforma-se em música que posso ver todos os dias.



Gil N. Omuemena

domingo, 23 de agosto de 2009

São folhas de Outono

Oh je voudrais tant que tu te souviennes
Cette chanson était la tienne
C’était ta péférée je crois
Qu’elle est de Prévert et Kosma
Et chaque fois Les Feuilles mortes
Te rappelle à mon souvenir
Jour après jour les amours mortes
N’en finissent pas de mourir

Avec d’autres bien sûr je m’abandonner
Mais leur chanson est monotone
Et peu à peu je m’indiffère
À cela il n’est rien à faire
Car chaque fois Les Feuilles mortes
Te rappelle à mon souvenir
Jour apès jour les amours mortes
N’en finissent pas de mourir

Peut-on jamais savoir par où commence
Et quand finit l’indifférence
Passe l’automne vienne l’hiver
Et que la chanson de Prévert
Cette chanson Les Feuilles mortes
S’efface de mon souvenir
Et ce jour-là mes amours mortes
En auront fini de mourir

Et ce jour-là mes amour mortes
En auront fini de mourir

domingo, 12 de julho de 2009

Idiota?

Mãe eu matei-te quando
Esbanjei palavras afiadas,
Numa tarde clara de pensamento,
Apenas para te ver jovialmente velha como és.
Não te vejo sangrar o teu ódio por mim,
Óbvio pois estás morta.

Miguel Menano

sexta-feira, 10 de julho de 2009

O Falso Poeta

Morto por sair à rua mas tranca a porta entreaberta,
Igualmente ansioso por escrever mas os lápis partem se ao menor contacto.
Guarda para si a imagem quebrada pelo mundo,
Um pesadelo para relembrar em tempos de necessidade pois esta realidade diverte danados.
Estupenda a reação do ladrão que se deixa apanhar,
Locupletada de verdadeira emoção para surpresa geral.


Gil N. Omuemena